Mais um Notícias e Análises acaba de chegar com três contribuições para reafirmar a defesa da vida. Apresentando o projeto do Observatório de Favelas Democracia como resposta à violência na América Latina”, que conta com o importante apoio da Open Society, pretende-se dispor repertórios em defesa da vida e da dignidade humana. Trata-se de uma pesquisa que ocupa lugar central para a construção de uma cidade de direitos e para superar as diferentes formas de violência.

No artigo de Jorge Barbosa já se pode identificar pistas para um repertório fundamental que amplia a cidadania ativa por uma cultura da convivência com amplo respeito a diferença. “Não é banal que o Direito à Vida se faça presente como mais relevante e inadiável instaurador da Democracia em sociedades moderno-coloniais. Isto porque estamos falando de existências pluralizadas de ser e estar no mundo, de múltiplos significados da experiência humana. Portanto, não é admissível tratar as violências (corpórea, simbólica, social) com indiferença e insensibilidade assemelhadas ao silenciamento cúmplice da negação dos que afirmam a sua humana diferença”. Com isso Jorge nos afirma a importância de superar, urgentemente a desigualdade mórbida que, para além de ser um obstáculo para a dignidade humana é uma prática que ceifa a vida dos “diferentes” nas cidades.

Essa questão, tão importante para o processo civilizatório em disputa, atinge o coração de toda a América Latina. Nesse sentido, foi realizado um importante seminário, como parte do projeto citado acima, com o objetivo de dialogar com parceiros nacionais e latino-americanos sobre a redução dos homicídios. Buscou-se um intercâmbio para identificar experiências importantes que já existem para diminuir os homicídios que sangram as cidades e construir metodologias e proposições de políticas públicas que possam superar essa lamentável realidade.

Na matéria da Jornalista Piê Garcia, sobre a realização do seminário, busca-se aproximar todo repertório acumulado e a força combinada, em defesa da vida, para colaboradores e parceiros na jornada pela afirmação da vida. Piê nos situa que foi por meio “das trocas de conhecimentos que os presentes puderam fortalecer o intercâmbio metodológico e dialogar sobre processos de mobilização e articulação em rede na região”. Com a leitura nos aproximamos ainda mais do importante seminário e contribuímos para que ele se mantenha vivo e inspirador para mais repertórios e para uma grande mobilização na sociedade em favor das pessoas.

A entrevista com Raquel Willadino faz um fechamento motivador para essa grande mobilização que pretendemos fazer, com ampla participação das pessoas, pelo fim dos homicídios, da violência e para o fortalecimento da vida e da dignidade humana. Raquel nos posiciona bem nos desafios colocados, afinal “25% dos homicídios que ocorrem no mundo se concentram em quatro países latino-americanos: Brasil, Colômbia, México e Venezuela”. Isso não pode ser tratado com naturalidade e a sociedade precisa se movimentar para que a vida seja assegurada e sempre ampliada.

Para o Observatório de Favelas defender a vida e a dignidade humana são ações decisivas, portanto, convoca todas as pessoas, organizações, coletivos, para uma ampla mobilização que já conta com várias parcerias e precisa ser ampliada no próximo período. Apresentar esse Notícias & Análises com tema central para colocar a vida como elemento público número um para ampliar democracia, participação e direitos é uma busca de aumentar o diálogos e fortalecimento dessa jornada para o fim das desigualdades.

Ótima leitura!