Desde a sua fundação, em 2001, o Observatório de Favelas assumiu o desafio da produção de conceitos e metodologias dedicados à ação pública em diferentes vertentes: Educação, Política Urbana, Comunicação, Direito à Vida e Segurança, Arte e Cultura. O empenho maior sempre teve vínculos explícitos com a superação dos estereótipos de carência e estigmas de violência que marcam favelas e periferias, tendo com referência o reconhecimento e a afirmação das potências destes territórios no enfrentamento das desigualdades sociais e da distinção de direitos.

Nesta quinzena de anos, o Observatório de Favelas contribuiu decisivamente – por meio de seus Programas e Projetos – na formulação de políticas públicas, no fortalecimento de movimentos sociais de direitos e na afirmação dos moradores de espaços populares como sujeitos das transformações de suas vidas e da própria cidade. O Conexões de Saberes, O Programa de Redução da Violência Letal, a ESPOCC – Escola Popular de Comunicação Crítica, A Escola Popular de Fotógrafos e o Imagens Do Povo, o Solos Culturais, o Travessias, o Galpão Bela Maré, e a recente criação do Instituto João e Maria Aleixo, entre outros, exemplificam a caminhada da construção de uma agenda propositiva de Direitos à Cidade.

Nossas proposições e ações foram possíveis com as diversas parcerias institucionais construídas e, especialmente, com a participação dos colaboradores que, em diversos momentos, contribuíram com sua criatividade e compromisso para o alcance dos objetivos e desafios maiores do Observatório de Favelas.

A celebração desses nossos 15 anos de existência é também um ato compartilhado de afetos que enriqueceram, ampliaram e consolidaram o Observatório de Favelas como uma das mais importantes e renomadas instituições da sociedade civil da cidade e do país.

Parabéns para todos nós!