A promoção de políticas públicas para garantir o direito à vida dos adolescentes e jovens sempre foi uma das questões fundamentais para o Observatório de Favelas. Construir repertórios sobre a realidade na qual vivemos e propostas para a alteração da mesma reforçando um projeto de uma cidade de direitos está presente em todos os nossos projetos.

Realizamos entre 2004 e 2007 o projeto Rotas de Fuga, por meio do qual oferecemos subsídios para a criação de metodologias para enfrentar o ingresso de crianças e jovens na rede social do tráfico de drogas. A partir de 2007 nós iniciamos o PRVL- Programa de Redução da Violência Letal – em parceria com o UNICEF, a Secretaria Nacional de Direitos Humanos e o Laboratório de Análise da Violência. Além de apresentar o quadro sobre o impacto da violência letal em adolescentes e jovens no Brasil, considerando as dimensões etária, raciais e de gênero, apresentamos propostas de metodologias para os municípios alterarem esta realidade.

Buscar a superação das desigualdades e construir bases cada vez mais democráticas que ampliem a vida dos adolescentes e jovens é uma das prioridades do Observatório desde a sua fundação. Nesse sentido realizamos, via ESPOCC, uma linda campanha em 2013, chamada JUVENTUDE MARCADA PARA VIVER. Por meio dessa campanha divulgamos a situação da violência letal entre adolescentes e jovens, principalmente os negros – os mais atingidos, e apresentamos alternativas para enfrentar essa mórbida desigualdade que marca a história e estrutura do nosso país.

Nesse sentido, o Observatório de Favelas se junta à Redes da Maré para contribuir com a entrada da campanha da Anistia Internacional no Complexo de Favelas da Maré. A campanha Jovem Negro Vivo resgata a política de defesa da vida, principalmente dos adolescentes e jovens negros. Busca-se superar o limite das denúncias. Para isso nos lançamos em mobilizar e sensibilizar a sociedade por políticas públicas que ampliem a democracia e contribuam com a superação das desigualdades.

A parceria entre Observatório de Favelas, Redes da Maré e Anistia Internacional potencializem a força da sociedade civil para avançar em mais conquistas por uma cidade de direitos, com relações mais humanas que fortaleçam a convivência e a dignidade.